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Cargill mapeia todos os seus fornecedores de soja no país


A Cargill concluiu o mapeamento de todos os seus fornecedores de soja no Brasil, em um primeiro passo para que a companhia rastreie o desmatamento associado ao grão que compra no país e atue com os produtores para combater a prática. O trabalho, feito por georreferenciamento, foi realizado tanto nos fornecedores diretos, em suas fazendas, como dos indiretos, nos armazéns aos quais vendem a soja. No Brasil, os fornecedores diretos representam 69% da soja originada pela múlti, e os indiretos, 31%.



O mapeamento ainda não determinou quanto exatamente da soja originada pela Cargill no país foi oriunda de regiões desmatadas, mas a companhia traçou uma primeira estimativa.



Em seus cálculos, 4,3% da soja adquirida na safra passada foi plantada em áreas desmatadas após 2008 (mesmo marco do Código Florestal).



O cálculo foi feito a partir da porcentagem de soja em cada Estado brasileiro e no total do país originada de áreas desmatadas, e da participação da Cargill na originação. De acordo com dados do mercado, no ano passado apenas as exportações de soja brasileira pela Cargill superaram 11 milhões de toneladas – sem contar o volume processado internamente.



Para os cálculos de Rondônia e Pará, a Cargill assumiu que toda a soja originada nestes Estados é livre de desmatamento, por causa da Moratória da Soja. Entre os demais Estados, aquele com pior desempenho é o Piauí, onde a Cargill estima que 41% de sua soja tenha vindo de áreas desmatadas, seguida do Maranhão, com 22%, Tocantins, com 14%, e Bahia, com 12%.



Segundo Renata Nogueira, líder de Sustentabilidade do Negócio Agrícola da Cargill na América do Sul, o próximo passo é priorizar as áreas mais críticas. “Não vamos transformar os 16 mil fornecedores da Cargill ao mesmo tempo. Temos que priorizar, e estamos priorizando Cerrado e Amazônia no Brasil.”



Um ano atrás, a companhia anunciou um fundo de US$ 30 milhões para encontrar soluções para combater o desmatamento, com atenção especial ao Cerrado e ao Matopiba (confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará). Na época, a Cargill informou que estava esperando concluir uma parceira com um “facilitador”. O plano, porém, ainda não saiu do papel.

Para gerir o fundo, foi escolhida recentemente a gestora Chemonics International. Segundo Nogueira, o fundo buscará parcerias para proteger florestas na América do Sul, mas ainda não está definido como direcionar os recursos.



Paralelamente, a Cargill firmou parceria com a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), pela qual dará início a um projeto de formação de jovens em agronomia e empreendedorismo em Barreiras, e outro projeto de transferência de tecnologia de irrigação a pequenos agricultores que atendem a região.



Para outros Estados do Matopiba em situação mais crítica quando ao desmatamento, a companhia disse que está “avançando com atores locais”.



Valor Economico
02/07/2020