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Comemorado por produtores, Plano Safra terá R$ 225 bilhões e juros de até 8%

Anúncio feito por Jair Bolsonaro e Tereza Cristina prevê liberação de recursos a partir de 1º de julho

O presidente Jair Bolsonaro e a ministra Tereza Cristina (Agricultura) anunciaram nesta terça-feira (18), em Brasília, a liberação de R$ 225,59 bilhões em créditos para o Plano Safra 2019/2020 para pequenos, médios e grandes produtores rurais, nos setores empresarial e na agricultura familiar. Os números são semelhantes aos do ano passado, mas as sutis diferenças foram bem recebidas pelo setor agropecuário estadual –que vê a possibilidade de captação de recursos com juros mais baixos.
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O Plano Safra corria risco de não sair do papel diante da falta de recursos. Porém, autorização do Congresso para que o governo federal emitisse títulos e obtivesse crédito extra. Os valores serão disponibilizados a partir de 1º de julho.

Dos R$ 225,59 bilhões, R$ 222,74 bilhões vão para o crédito rural –sendo R$ 169,3 bilhões para custeio, comercialização e industrialização e R$ 53,4 bilhões para investimentos. No ano passado, foram cerca de R$ 195 bilhões para a agricultura empresarial. Já o Pronaf (Programa Nacional da Agricultura Familiar) terá R$ 31,22 bilhões, volume parecido com o disponibilizado no ano passado.

Também foram reservados R$ 1 bilhão para subvenção ao seguro rural (mais que o dobro dos R$ 450 milhões oferecidos na safra anterior e que devem permitir a securitização de 15,6 milhões de hectares neste ano) e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização.

As taxas de juro no Pronaf devem ficar entre 3% e 4,6% ao ano –o teto foi mantido, mas o percentual mínimo foi de 2,5% na safra passada, de acordo com dados divulgados pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura). Já no Pronamp, focado em médios agricultores, os juros chegam a até 6% ao ano, e a 8% para os demais produtores. Para os programas de investimento, as taxas variam de 3% a 10,5% ao ano, conforme divulgou a Agência Brasil.
Recursos para financiar a safra estarão disponíveis no início de julho. (Foto: Arquivo)Recursos para financiar a safra estarão disponíveis no início de julho.

Oportunidade – Presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho, Alessandro Coelho considera que a taxa de 8% para o grande produtor, na verdade, é um sinal para que ele busque negociações diretamente com instituições financeiras, em busca de condições mais vantajosas. Já para o pequeno e médio, “a notícia é melhor, com taxas de juros atrativas e mais recursos disponíveis”, avaliou.

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22/06/2019